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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Bauru sediará Jogos Abertos de 2012

Vereadores advertem para plano de estrutura esportiva para 2012

Após 42 anos, Bauru voltará a ser sede dos Jogos Abertos do Interior. A decisão foi simples, pois logo no início da solenidade, Nelson Gil, coordenador de Esportes do Estado de São Paulo, leu uma carta de desistência do trio de municípios composto por Tietê, Cerquilho e Boituva, que também concorreria. Com a vitória assegurada, representantes de Bauru subiram ao palco para apresentar o vídeo preparado para defender a candidatura. Ótima notícia para a cidade de Bauru e mais uma vitória do PT Bauru. Reconhecido em sessão da Câmara Municipal de Bauru de 08 de novembro onde os vereadores elogiaram o esforço político pela vitória da cidade na escolha para sediar os Jogos Abertos do Interior de 2012, mas advertiram que a administração tem de apresentar planejamento para as obras de infra-estrutura esportiva que o evento exige. Esforço contínuo de nosso companheiro, vereador eleito e atual secretario de Esportes de Bauru, José Carlos Batata foi reconhecido até pela oposição. A eleição por aclamação de Bauru como sede dos Jogos Abertos do Interior de 2012 foi o assunto mais comentado da sessão de em questão. Apesar do discurso ufanista de boa parte dos vereadores, a responsabilidade de sediar a maior competição do esporte amador da América do Sul foi debatida durante a reunião. Vereadores da situação e oposição cobraram do Executivo investimentos no esporte de base, além de melhorias de infraestrutura.

Roque Ferreira avaliou a realização do evento como uma oportunidade positiva. “Um momento para se discutir alguns problemas. É óbvio que seria interessante sediar os jogos se as equipes de Bauru pontuassem entre as melhores. Mas é preciso se discutir qual é o plano municipal para esportes. Onde está este plano? E quais as ações de curto, médio e longo prazo?”, questionou. Também destacou que é preciso definir o uso desses equipamentos após os jogos. “O investimento deve ser feito em aparelhos públicos. Para não transformar os Jogos Abertos em um megaevento com efeitos apenas passageiros”, alertou.
A falta de equipamentos públicos esportivos foi criticada por Fabiano Mariano (PDT). “Bauru não tem condições nem de receber os Jogos Regionais, quanto mais os Jogos Abertos. Temos cerca de um ano e meio de muito empenho e muita luta para fazer uma competição de qualidade”, observou. Ele também cobrou investimento na formação de atletas. “Não podemos fazer festa para os outros. Temos que investir em escolinhas, fazer um trabalho de base bem feito”, pontuou.
Já Amarildo de Oliveira (PPS) cobrou empenho da prefeitura. “É um grande incentivo para a juventude, que sonha em participar de uma competição deste nível. Nós temos que recepcionar as outras delegações bem, mas precisamos ter planejamento para a prática esportiva na cidade”, lembrou.

fonte: Lígia Ligabue - Jornal da Cidade / Bauru

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Salário mínimo e o cinismo de Serra

Chegaria a ser cômico, se não fosse ridícula, a articulação do núcleo serrista para tentar criar um problema para o Governo Dilma Rousseff, com a apresentação da proposta de elevação do salário mínimo para R$ 600.
Claro e óbvio que um salário de 600 reais não é muito e muito menos injusto para os trabalhadores. Ao contrário, é pouco, considerando a defasagem que o salário mínimo acumulou ao longo de décadas. E inclua-se aí, nesta temporada de perdas, o período de uma década – considerando o período final de Itamar e os oito anos de Fernando Henrique – em que o tucanato esteve no Governo.
Mas a proposta tucana é como Serra, tão falsa como uma nota de R$3. Uma promessa que, se fosse eleito, trataria logo de revogar, com o apoio entusiástico da mídia, sob o argumento de que recebera uma “herança maldita” do Governo Lula.
Temos, mal ou bem, uma regra acordada de reajustes salariais: inflação mais variação do PIB no penúltimo ano do reajuste. Claro que, diante da crise – que zerou o crescimento do PIB em 2008 – e do forte crescimento da economia em 2009, podemos ter mais do que o reajuste que, segundo aquela regra, ficaria na faixa de 5%, como previsto no Orçamento.
A própria presidente eleita acenou que vai negociar esta adequação, sem prejuízo da regra que, mantida, garante um reajuste bem mais significativo em 2011, – 7,5% do PIB de 2010 mais uma inflação projetada em torno de 4%. As centrais sindicais propõem R$ 580 e tudo caminharia para um acordo razoável e responsável.
Mas o tucanato serrista, apesar da derrota nas urnas, se sente à vontade para repetir a demagogia que empunharam na campanha eleitoral e repetir a cantilena de levar o mínimo, de uma tacada só, para R$ 600, o que representaria um rejuste de quase 20%.
Ora, é simples saber se há sinceridade na proposta. Os governadores tucanos de São Paulo e Minas aceitam dar um reajuste de 20% para seus servidores? Alckmin e Anastasia podem fazer isso? As prefeituras tucanas podem arcar com isso? Se os servidores paulistas pedirem – aliás, por que não podem, se os seus governantes o defendem? – um aumento destes índices, vão ser recebidos com cafezinho ou com cassetetes e bombas de gás?
A verdade é que os tucanos, que históricamente se “lixam” para a pobreza deste país, não visam uma progressão constante, segura e imune ao arbítrio dos governantes para a recuperação dos salários. Querem o tumulto e o desgaste político.
É por isso que venho repetindo aqui: estamos caminhando para um “racha” nas forças de oposição. Não há dúvidas de que uma parte dos que se alinharem, ao menos formal e aparentemente, em torno da candidatura Serra não vai partir – não de início, ao menos – para este processo irresponsável.
A outra parte? Bem, como eu disse aqui, logo poderemos ver um trocadilho a mais: Serra é do DEM.
artigo de Brizola Neto, publicado no blog Tijolaço

sábado, 6 de novembro de 2010

Cala-te Serra

Serra critica governo Lula e é interrompido por manifestante em palestra na França

O candidato derrotado à Presidência, José Serra (PSDB), acusou o presidente Lula de desindustrializar o país e adotar um "populismo" de direita em matéria econômica.

O comentário do tucano foi feito ontem durante um seminário em Biarritz, sul da França, sobre as relações entre a América Latina e União Europeia.

O ex-governador de São Paulo afirmou que o país está "fechado para o exterior" porque passa por um "processo claro de desindustrialização". Ele criticou os investimentos do governo federal e a alta carga tributária do país.

"É um governo populista de direita na área econômica", atacou Serra. Para o tucano, o presidente Lula exerce um "populismo cambial" e não tem um modelo econômico definido.

Segundo Serra, ele não pôde expor essas ideias do jeito que gostaria durante a campanha eleitoral, na qual foi derrotado pela candidata governista, Dilma Rousseff (PT).

"A democracia não é apenas ganhar as eleições, é governar democraticamente", disse.

O sistema de orçamento participativo, uma das marcas das administrações municipais do PT, na qual o contribuinte decide sobre a destinação de parte dos impostos, também foi criticado pelo candidato derrotado.

Serra também comentou as ações brasileiras na política externa. Ele acusou o país de se "unir a ditaduras como o Irã". Nesse momento, o tucano foi interrompido por um membro da Fundação Zapata, do México, que gritou "por que não te calas?", provocando um alvoroço na sala.

A frase se tornou conhecida depois de o rei Juan Carlos, da Espanha, dirigi-la ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, durante a Cúpula do Chile, em 2008.

fonte: Folha on line

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pobreza Política e de Espírito

O dia em que o preconceito tomou conta do Twitter

Ontem, dia do resultado das eleições presidenciais, que deveria ser um dia de festa da democracia, ficou marcado como um dia em que o preconceito e o ódio tomou conta do Twitter, tão popular que é no Brasil. Um dia em que os Nordestinos foram tratados de forma altamente discriminatória. Um dia para não ser esquecido.
No Brasil, é muito comum se escandalizar com preconceito contra negros e gays. Casos assim ocupam páginas de jornais, provocam discussão e tem o tratamento que merecem ter. Mas, infelizmente, ainda existe o preconceito com relação à região de procedência, que é algo ainda pouco levado a sério e divulgado pela imprensa. E é algo que me assusta pela proporção com que tem crescido.
Eu sou Nordestina, de Fortaleza, Ceará. Nascida e criada aqui, com todos os sotaques e trejeitos característicos da região. Falo “oxente” e “vixe”, porque cresci com estas palavras fazendo parte do meu vocabulário. E tenho um baita orgulho de ser cearense. Por nada sairia daqui, porque aqui é o lugar que eu amo e onde me sinto feliz, com seus defeitos e virtudes. Por isso, me senti muito ofendida e triste com as mensagens que vi ontem no Twitter.
Para quem não acompanhou, tivemos um espetáculo digno de Goebbels. Vergonhoso, repugnante, capaz de fazer qualquer nordestino se sentir mal. Ver pessoas incitando a discriminação, pessoas com estudo e conhecimento incompatível com suas palavras, me provocou uma profunda tristeza.
O preconceito tem que ser divulgado, não pode simplesmente ser aceito ou ignorado. O preconceito é crime e deve que ser tratado como tal. Não é porque uma pessoa nasceu em outra cidade, outro estado, outra região que será menos capaz do que você. Somos todos brasileiros, apesar das diferenças regionais.
Da mesma forma como muitos nordestinos são discriminados ao ir para o sul/sudeste, somos todos discriminados ao irmos para os Estados Unidos ou Europa, porque para eles tanto faz se você fala oxente, meu ou bah. Você é brasileiro e será taxado e julgado por isso. Agora imagine sofrer isso no seu próprio país.
Espero que você, reflita sobre isso. Tenho certeza de que, como meu leitores são pessoas inteligentes, irão se arrepender caso tenha falado alguma bobagem, e eu o desculpo por isso. Espero também que tenham consciência de que, no final das contas, nós estamos todos no mesmo barco.
Respeito ao próximo é o primeiro passo para vivermos em um país melhor. Então, vamos nos respeitar?
Cynara Peixoto - Mundo Tecno